O advogado Marcus Alânio, responsável pela defesa da família de Thiago Fontes no Caso Sophia, que trata sobre a menina desaparecida em Bananeiras no ano de 2023, abriu o jogo e revelou detalhes até então desconhecidos. Em entrevista ao jornalista Clilson Júnior, do ClickPB, Marcus Alânio defende que Thiago era inocente e que não cometeu suicídio, tendo sido usado como “bode expiatório”.Ele afirma com veemência que tudo não passou de uma armação preparada pela polícia. “A polícia disse tanta coisa e não provou nada”, declarou o advogado, dizendo ainda que “o inquérito ainda está inconclusivo porque aquelas conclusões são questionadas inclusive pelos pais de Ana Sophia”.O advogado relata que foram feitas apreensões de telefone celular sem ordem judicial, além de o computador que a filha dele usava para estudos. “Se periciou o carro de Thiago. O carro de Thiago não tem absolutamente nada, nada. Material genético, nada, nada, absolutamente nada. Mas a polícia disse que ele transportou o corpo naquele carro”, comenta ainda Marcus Alânio.O advogado Marcus Alânio ressalta ainda que o inquérito não está mais em segredo de justiça e revela que existe a informação de que um tio de Sophia teria violentado duas irmãs e a própria menina desaparecida. Além disso, teria um envolvimento amoroso com a mãe de Sophia. “Há notícias no inquérito de que esse tio abusou sexualmente de duas irmãs de Ana Sophia quando eram crianças. E que recentemente ao desaparecimento de Ana Sophia havia abusado sexualmente Ana Sophia”, ressaltou.Em entrevista a Clilson Júnior, Marcus Alânio volta a sustentar a inocência de Thiago Fontes. “Não diria nem evidência, não há nenhuma lógica que construa Thiago tendo participado do desaparecimento”, defende o advogado.
Com ClickPB l Por Camila Bezerra